
No capítulo anterior, nosso herói foi ao litoral passear e descansar um pouco antes de sua viagem para a Europa, onde começaria sua temporada como piloto de Fórmula 1.
Por acaso, Pérdula também estava lá, e os dois acabaram se encontrando.
Esse reencontro deixou Danilo novamente com o coração partido — mas, felizmente, eles fizeram as pazes e tudo terminou bem.
Uma semana depois, de volta para casa, o jovem piloto estava pronto para viajar no dia seguinte.
Naquela tarde, Danilo e Pérdula caminhavam juntos pela última vez antes da grande viagem. Estavam perto da casa da garota quando, de repente, uma risada misteriosa e sinistra ecoou pelo ar…
— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!
Uma Batalha pela Honra
Eles se viraram. À medida que as figuras se aproximavam, dava para identificá-las com clareza: eram quatro rapazes com cara de poucos amigos.
Na frente vinha Beldério — sim, aquele Beldério, o vizinho que havia namorado Pérdula.
Tomado por um sentimento de rancor, ressentimento e ciúme ele estava pronto para agir e não estava sozinho. Atrás dele vinham mais três, com ar de valentão de esquina. Para piorar, um deles carregava uma enorme barra de ferro nas mãos.
O que será que eles querem?
(Beldério) — Que bonitinho! Um casal de pombinhos!
Os três parceiros explodiram em gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
(Beldério) — Vou te ensinar a nunca mais sair com a mina dos outros! Vem, cara! Vem pra briga, mostra que você é homem!
Óbviamente essa situação foi totalmente inesperada. Danilo ainda tentava assimilar a situação. Ele era meio lento para entender as coisas!
(Danilo) — O quê? Você quer… que eu lute contra vocês?
(Beldério) — Lutar? Como ele fala bonitinho! Como você é inteligente, né galera! É claro que quero lutar você seu idiota!
(Danilo) — Que bobagem. Não vou lutar contra vocês.
(Beldério) — Ahhhh… O “frutinha” tá com medinha?
Nova rodada de gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
Danilo e Pérdula estavam paralisados. Foi ela quem tomou a iniciativa — deu um passo à frente, se aproximou de Beldério e disse:
(Pérdula) — Beldério, não é o que você está pensando…
(Beldério) — E você… cala a boca.
Num movimento brusco, Beldério desferiu uma forte bofetada no rosto de Pérdula. Ela caiu no chão, desacordada.
Danilo ficou em estado de choque. E então, lentamente, algo mudou nele.
A raiva foi crescendo — devagar, mas com uma intensidade que assustava. Seu olhar calmo e inocente de sempre se transformou em algo que ninguém havia visto antes: um olhar frio, furioso e vingativo.
Beldério e seus companheiros chegaram a rir da mudança. Mas Danilo rangeu os dentes e disse em voz baixa:
(Danilo) — Desgraçados…!
A Explosão da Fúria — A Transformação do Super Danilo
Beldério havia provocado Danilo até o limite. Mas jamais poderia imaginar o erro que estava prestes a cometer.
O que Beldério não sabia — o que ninguém ali sabia — era o que Danilo realmente era.
Anos atrás, durante seu treinamento com os guerreiros mais poderosos do Oriente, algo aconteceu no meio de uma luta. Numa explosão de fúria pura, Danilo superou a si mesmo. Superou sua própria força. Superou até a força do homem mais forte que já existiu. Seus cabelos cresceram, ficaram maiores, espichados, tomando uma forma que ninguém havia visto antes.
Ele mesmo deu nome àquela transformação: Super Danilo.
Com muito tempo e muito treinamento, ele aprendeu a controlar essa força — e a raiva que a acompanhava. Com o tempo, passou a conseguir realizar essa transformação quando quisesse, sem precisar estar com raiva. Apenas pela força da sua vontade.
Mas ele havia deixado tudo isso para trás. Esse capítulo estava encerrado. Ele era piloto agora.
Pelo menos era o que ele pensava.
Porque ali, naquele momento, com Pérdula caída e desacordada no asfalto por causa de um covarde, algo dentro dele começou a despertar.
Ele sabia o que estava acontecendo. Sabia o que viria a seguir se não se controlasse.
Se eu me deixar levar agora… esses caras correm sério risco de vida.
Danilo fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo.
A luta começa!
Danilo estava contido mas a fúria estava estampada em seus olhos e Beldério percebeu isso, e disse:
(Beldério) — Oooh, o “frutinha” virou homem e resolveu brigar? Tá nervosinho, galera…!
Mais um vez gargalharam da situação:
— Hahahahahahahaha…!!!
Enquanto isso Pérdula recuperava a consciência lentamente e sussurava em voz bem fraca:
— Be-Beldério… P-porque você isso!
Danilo se posicionou de frente para a gangue e disse em tom ameaçador disse:
(Danilo) — Vou dar exatamente 1 minuto para vocês desaparecerem da minha frente!
(Beldério) — Ai, que medo! Hahaha! Tá bem então…
E deu a ordem:
(Beldério) — ATACAAARRR!!!
Danilo começou sua contagem, segundo a segundo:
(Danilo) — 1… 2… 3…
O primeiro a atacar era um rapaz de pele escura, cabelo black power e barbicha — justamente o que segurava um bastão.
Ele correu em direção a Danilo, deu um salto e arremessou a barra com toda a força contra a cabeça do nosso herói.
No chão, Pérdula ainda recobrava os sentidos. Com voz fraca e trêmula, implorou:
(Pérdula) — Parem…parem com isso… por favor…
O golpe foi violento. O bastão rachou ao meio e os pedaços voaram metros adiante. Mas Danilo continuava de pé. Apenas um pequeno corte havia se aberto em sua testa.
A pancada foi muito forte e Beldério e sua gangue estavam confiantes e satisfeitos com este pavoroso e covarde ataque. Para eles a “luta” havia acabado alí.
Obviamente nem Beldério nem seus amigos sabiam com quem estavam mexendo. Não faziam a mínima ideia que Danilo tinha tantos poderes e tão resistente. Para eles o Danilo era apenas um nerd fracote qualquer.
Entretanto, num piscar de olhos, eles sentiram o verdadeiro horror!
Os quatro rapazes se entreolharam, sem acreditar no que estavam vendo. Beldério engoliu em seco.
Aquele olhar de superioridade que os 4 jovens demonstravam já não existiam mais. Eles talvez estivessem pensando: Como é que uma pessoa poderia se manter de pé com uma pancada tão forte como aquela na cabeça?
Todos eles paralisados de medo, sem saber o que fazer!
Nesse meio tempo, Danilo, impassível, continuava sua contagem exatamente como nada, absolutamente nada, tivesse acontecido:
(Danilo) — 10… 11… 12… 13…
Desesperado e tomado por pânico o rapaz exclamou:
(Rapaz do bastão) — Não pode ser!!! Não aconteceu nada?!
Enquanto isso, Pérdula, ainda impressionada, levantou-se devagar. Sua visão ainda estava turva, e ela ficou meio sentada no asfalto, observando a cena e pensando:
(Pérdula — pensamento) “Parece que vão levar isso até o fim… Beldério, bom, até que eu não me surpreenderia. Mas Danilo… está diferente. Esse olhar… eu nunca vi assim. Parece que está cheio de fúria. Alguém pode sair ferido. Não quero que isso aconteça!”
Beldério agora estava de medo, mas não podia demonstrar isso diante da própria gangue. Se fugisse, sua reputação ia por água abaixo. Se ficasse, corria o risco de passar vergonha na frente de todos. Um dilema e tanto.
(Danilo) — …19… 20… 21… 22…
Tomado de medo, Beldério estava quase recuando — mas o som do pedaço do bastão batendo no chão foi como um estalo. Sua arrogância voltou.
Sua arrogância e sua obstinação voltaram ele berrou para os seus amigos outros dois amigos:
(Beldério) — O que vocês estão fazendo aí parados?! Ataquem! Ataquem!
Os dois não se mexeram. Um deles pensou:
— Esse cara é muito estranho! Levou uma pancada na cabeça e não aconteceu nada! Mas se eu não fizer nada, Beldério me mata…
Tomando coragem, um dos assistentes se lançou contra Danilo:
— Agora você vai ter o que merece, miserável!!
Ele correu, saltou — e Danilo simplesmente deu um passo para o lado. O rapaz esborrachou o nariz no asfalto.
Ele se levantou, furioso:
— Ahhh, desgraçado!!
O outro assistente, que havia assistido à humilhação do parceiro, ficou ainda mais irritado e gritou:
— Vou te dar uma lição que você nunca vai esquecer, seu verme!!
Os dois partiram ao mesmo tempo contra Danilo, enquanto isso ignorando totalmente, ele continua a contar:
(Danilo) — …38… 39… 40…
No momento em que os dois estavam prontos para acertar o golpe, Danilo deu um salto enorme. Os dois se acertaram mutuamente e caíram nocauteados no chão, vendo estrelas.
Beldério agora estava sozinho. Dois dos seus estavam fora de combate. O terceiro já havia sumido discretamente.
(Danilo) — …50… 51… 52…
Beldério fechou os olhos, tomou fôlego e desferiu um soco com toda a força no rosto de Danilo.
Nada aconteceu.
Ele abriu os olhos. Seu próprio punho ainda estava encostado no rosto do adversário. E Danilo o encarava com uma calma desconcertante, então ele disse:
(Danilo) — Seu tempo acabou.
Beldério recuou um passo — mas teimou. Tentou mais alguns golpes. Danilo bloqueou todos com apenas uma mão. Na última tentativa, Danilo segurou o punho de Beldério com força total. Beldério puxou, forçou, torceu — mas não saiu do lugar.
(Danilo) — Agora é a minha vez.
O Contra-ataque de Danilo!
Danilo soltou o punho. Beldério deu um passo atrás.
(Beldério) — Tá bom, amigo… A gente vai embora.
Parecia que havia desistido. Parecia que ele tinha tomado a consciência que era uma luta perdida, mas ele deixou se levar novamente pelo orgulho e a obstinação e assim ele teve uma ideia, uma última carta na manga: o seu skate. O Skate para Beldério era o simbolo da sua força, do seu status entre seus amigos e entre os vizinhos. Para onde quer que fosse, levava seu skate.
Beldério fingiu recuar, pensando que Danilo baixaria a guarda, pegou o skate de supetão e o arremessou contra ele, dizendo:
(Beldério) — AGORA, SEU INSETO… TOMA ESSA!!!
Danilo bloqueou com o braço e o skate se despedaçou — fragmentos voando para todos os lados.
Danilo assumiu sua pose de luta e encarou o que restava da gangue. Dessa vez, sem dizer uma palavra. O recado estava dado.
Enquanto isso Pérdula assistia toda aquela cena atônita, sem acreditar no que estava na frente dos seus olhos. Ela conhecia o segredo da força do Danilo, mas nunca tinha presenciado ele utilizar seus poderes.
O medo era grande demais. Os que ainda estavam de pé saíram em disparada. Beldério, por sua vez, ia recuando em passos trêmulos, quando tropeçou no pedaço do bastão que um dos seus amigos haviam usado ao atacar Danilo, caindo de costas! Ai que humilhação!
Quando Danilo deu um passo à frente, Beldério picou a mula e desapareceu.
Ao escutar a voz da Pérdula, o olhar de Danilo voltou ao normal — tranquilo, como se nada tivesse acontecido. O olhar que todo mundo está familiarizado. Ele se virou para Pérdula e perguntou:
(Danilo) — Você está bem? Me dá a mão.
Ele a ajudou a se levantar.
Vizinhos foram aparecendo de todos os lados. Os pais de Pérdula também vieram ver o que havia acontecido — e se depararam com Danilo com um leve corte na testa e Pérdula ainda se ajeitando.
Ficou claro para todos: ele poderia ter dado uma surra em cada um deles sem o menor esforço. Mas não fez isso. Não desferiu um único golpe.
Danilo havia defendido a própria honra e a de Pérdula sem machucar ninguém. Ele fez justiça, vingou Pérdula e humilhou os agressores sem levantar um dedo contra eles.
(Pérdula) — Eu nunca tinha te visto assim… Pensei que você ia quebrar a cara de todo mundo!
(Danilo) — Hi! Hi! Hi! Hi! Acho que eles não vão mexer com você de novo tão cedo.
Pérdula sorriu. E seus olhos brilharam — talvez mais do que o normal — ao perceber o que aquele rapaz havia feito por ela.
A Viagem para Europa
Enfim, o dia da viagem havia chegado.
Como seria essa nova jornada? Ele precisaria ficar focado, concentrado, longe de tudo e de todos por muito tempo. Mas será que o que ele sentia por Pérdula era algo passageiro? Ou a distância faria esses sentimentos ficarem ainda mais fortes?
Todas essas respostas virão nos próximos capítulos…
Até lá, amiguinhos — e que a velocidade esteja com você! 🏎️
História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com, Gemini e MyHub

No capítulo anterior, nosso herói foi ao litoral passear e descansar um pouco antes de sua viagem para a Europa, onde começaria sua temporada como piloto de Fórmula 1.
Por acaso, Pérdula também estava lá, e os dois acabaram se encontrando.
Esse reencontro deixou Danilo novamente com o coração partido — mas, felizmente, eles fizeram as pazes e tudo terminou bem.
Uma semana depois, de volta para casa, o jovem piloto estava pronto para viajar no dia seguinte.
Naquela tarde, Danilo e Pérdula caminhavam juntos pela última vez antes da grande viagem. Estavam perto da casa da garota quando, de repente, uma risada misteriosa e sinistra ecoou pelo ar…
— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!
Uma Batalha pela Honra
Eles se viraram. À medida que as figuras se aproximavam, dava para identificá-las com clareza: eram quatro rapazes com cara de poucos amigos.
Na frente vinha Beldério — sim, aquele Beldério, o vizinho que havia namorado Pérdula.
Tomado por um sentimento de rancor, ressentimento e ciúme ele estava pronto para agir e não estava sozinho. Atrás dele vinham mais três, com ar de valentão de esquina. Para piorar, um deles carregava uma enorme barra de ferro nas mãos.
O que será que eles querem?
(Beldério) — Que bonitinho! Um casal de pombinhos!
Os três parceiros explodiram em gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
(Beldério) — Vou te ensinar a nunca mais sair com a mina dos outros! Vem, cara! Vem pra briga, mostra que você é homem!
Óbviamente essa situação foi totalmente inesperada. Danilo ainda tentava assimilar a situação. Ele era meio lento para entender as coisas!
(Danilo) — O quê? Você quer… que eu lute contra vocês?
(Beldério) — Lutar? Como ele fala bonitinho! Como você é inteligente, né galera! É claro que quero lutar você seu idiota!
(Danilo) — Que bobagem. Não vou lutar contra vocês.
(Beldério) — Ahhhh… O “frutinha” tá com medinha?
Nova rodada de gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
Danilo e Pérdula estavam paralisados. Foi ela quem tomou a iniciativa — deu um passo à frente, se aproximou de Beldério e disse:
(Pérdula) — Beldério, não é o que você está pensando…
(Beldério) — E você… cala a boca.
Num movimento brusco, Beldério desferiu uma forte bofetada no rosto de Pérdula. Ela caiu no chão, desacordada.
Danilo ficou em estado de choque. E então, lentamente, algo mudou nele.
A raiva foi crescendo — devagar, mas com uma intensidade que assustava. Seu olhar calmo e inocente de sempre se transformou em algo que ninguém havia visto antes: um olhar frio, furioso e vingativo.
Beldério e seus companheiros chegaram a rir da mudança. Mas Danilo rangeu os dentes e disse em voz baixa:
(Danilo) — Desgraçados…!
A Explosão da Fúria — A Transformação do Super Danilo
Beldério havia provocado Danilo até o limite. Mas jamais poderia imaginar o erro que estava prestes a cometer.
O que Beldério não sabia — o que ninguém ali sabia — era o que Danilo realmente era.
Anos atrás, durante seu treinamento com os guerreiros mais poderosos do Oriente, algo aconteceu no meio de uma luta.
Numa explosão de fúria pura, Danilo superou a si mesmo. Superou sua própria força. Superou até a força do homem mais forte que já existiu.
Seus cabelos cresceram, ficaram maiores, espichados, tomando uma forma que ninguém havia visto antes.
Ele mesmo deu nome àquela transformação: Super Danilo.
Com muito tempo e muito treinamento, ele aprendeu a controlar essa força — e a raiva que a acompanhava. Com o tempo, passou a conseguir realizar essa transformação quando quisesse, sem precisar estar com raiva. Apenas pela força da sua vontade.
Mas ele havia deixado tudo isso para trás. Esse capítulo estava encerrado. Ele era piloto agora.
Pelo menos era o que ele pensava.
Porque ali, naquele momento, com Pérdula caída e desacordada no asfalto por causa de um covarde, algo dentro dele começou a despertar.
Ele sabia o que estava acontecendo. Sabia o que viria a seguir se não se controlasse.
Se eu me deixar levar agora… esses caras correm sério risco de vida.
Danilo fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo.
A luta começa!
Danilo estava contido mas a fúria estava estampada em seus olhos e Beldério percebeu isso, e disse:
(Beldério) — Oooh, o “frutinha” virou homem e resolveu brigar? Tá nervosinho, galera…!
Mais um vez gargalharam da situação:
— Hahahahahahahaha…!!!
Enquanto isso Pérdula recuperava a consciência lentamente e sussurrava em voz bem fraca:
— Be-Beldério… P-porque você isso!
Danilo se posicionou de frente para a gangue e disse em tom ameaçador disse:
(Danilo) — Vou dar exatamente 1 minuto para vocês desaparecerem da minha frente!
(Beldério) — Ai, que medo! Hahaha! Tá bem então…
E deu a ordem:
(Beldério) — ATACAAARRR!!!
Danilo começou sua contagem, segundo a segundo:
(Danilo) — 1… 2… 3…
O primeiro a atacar era um rapaz de pele escura, cabelo black power e barbicha — justamente o que segurava um bastão.
Ele correu em direção a Danilo, deu um salto e arremessou a barra com toda a força contra a cabeça do nosso herói.
No chão, Pérdula ainda recobrava os sentidos. Com voz fraca e trêmula, implorou:
(Pérdula) — Parem…parem com isso… por favor…
O golpe foi violento. O bastão rachou ao meio e os pedaços voaram metros adiante. Mas Danilo continuava de pé. Apenas um pequeno corte havia se aberto em sua testa.
A pancada foi muito forte e Beldério e sua gangue estavam confiantes e satisfeitos com este pavoroso e covarde ataque. Para eles a “luta” havia acabado alí.
Obviamente nem Beldério nem seus amigos sabiam com quem estavam mexendo. Não faziam a mínima ideia que Danilo tinha tantos poderes e tão resistente. Para eles o Danilo era apenas um nerd fracote qualquer.
Entretanto, num piscar de olhos, eles sentiram o verdadeiro horror!
Os quatro rapazes se entreolharam, sem acreditar no que estavam vendo. Beldério engoliu em seco.
Aquele olhar de superioridade que os 4 jovens demonstravam já não existiam mais. Eles talvez estivessem pensando: Como é que uma pessoa poderia se manter de pé com uma pancada tão forte como aquela na cabeça?
Todos eles paralisados de medo, sem saber o que fazer!
Nesse meio tempo, Danilo, impassível, continuava sua contagem exatamente como nada, absolutamente nada, tivesse acontecido:
(Danilo) — 10… 11… 12… 13…
Desesperado e tomado por pânico o rapaz exclamou:
(Rapaz do bastão) — Não pode ser!!! Não aconteceu nada?!
Enquanto isso, Pérdula, ainda impressionada, levantou-se devagar. Sua visão ainda estava turva, e ela ficou meio sentada no asfalto, observando a cena e pensando:
(Pérdula — pensamento) “Parece que vão levar isso até o fim… Beldério, bom, até que eu não me surpreenderia. Mas Danilo… está diferente. Esse olhar… eu nunca vi assim. Parece que está cheio de fúria. Alguém pode sair ferido. Não quero que isso aconteça!”
Beldério agora estava de medo, mas não podia demonstrar isso diante da própria gangue. Se fugisse, sua reputação ia por água abaixo. Se ficasse, corria o risco de passar vergonha na frente de todos. Um dilema e tanto.
(Danilo) — …19… 20… 21… 22…
Tomado de medo, Beldério estava quase recuando, mas ao ouvir o pedaço do bastão, que saiu voando, ao chão, Beldério é como ele tivesse voltado à sí.
Sua arrogância e sua obstinação voltaram ele berrou para os seus amigos outros dois amigos:
(Beldério) — O que vocês estão fazendo aí parados?! Ataquem! Ataquem!
Os dois não se mexeram. Um deles pensou:
— Esse cara é muito estranho! Levou uma pancada na cabeça e não aconteceu nada! Mas se eu não fizer nada, Beldério me mata…
Tomando coragem, um dos assistentes se lançou contra Danilo:
— Agora você vai ter o que merece, miserável!!
Ele correu, saltou — e Danilo simplesmente deu um passo para o lado. O rapaz esborrachou o nariz no asfalto.
Ele se levantou, furioso:
— Ahhh, desgraçado!!
O outro assistente, que havia assistido à humilhação do parceiro, ficou ainda mais irritado e gritou:
— Vou te dar uma lição que você nunca vai esquecer, seu verme!!
Os dois partiram ao mesmo tempo contra Danilo, enquanto isso ignorando totalmente, ele continua a contar:
(Danilo) — …38… 39… 40…
No momento em que os dois estavam prontos para acertar o golpe, Danilo deu um salto enorme. Os dois se acertaram mutuamente e caíram nocauteados no chão, vendo estrelas.
Beldério agora estava sozinho. Dois dos seus estavam fora de combate. O terceiro já havia sumido discretamente.
(Danilo) — …50… 51… 52…
Beldério fechou os olhos, tomou fôlego e desferiu um soco com toda a força no rosto de Danilo.
Nada aconteceu.
Ele abriu os olhos. Seu próprio punho ainda estava encostado no rosto do adversário. E Danilo o encarava com uma calma desconcertante, então ele disse:
(Danilo) — Seu tempo acabou.
Beldério recuou um passo — mas teimou. Tentou mais alguns golpes. Danilo bloqueou todos com apenas uma mão. Na última tentativa, Danilo segurou o punho de Beldério com força total. Beldério puxou, forçou, torceu — mas não saiu do lugar.
(Danilo) — Agora é a minha vez.
O Contra-ataque de Danilo!
Danilo soltou o punho. Beldério deu um passo atrás.
(Beldério) — Tá bom, amigo… A gente vai embora.
Parecia que havia desistido. Parecia que ele tinha tomado a consciência que era uma luta perdida, mas ele deixou se levar novamente pelo orgulho e a obstinação e assim ele teve uma ideia, uma última carta na manga: o seu skate. O Skate para Beldério era o simbolo da sua força, do seu status entre seus amigos e entre os vizinhos. Para onde quer que fosse, levava seu skate.
Beldério fingiu recuar, pensando que Danilo baixaria a guarda, pegou o skate de supetão e o arremessou contra ele, dizendo:
(Beldério) — AGORA, SEU INSETO… TOMA ESSA!!!
Danilo bloqueou com o braço e o skate se despedaçou — fragmentos voando para todos os lados.
Danilo assumiu sua pose de luta e encarou o que restava da gangue. Dessa vez, sem dizer uma palavra. O recado estava dado.
Enquanto isso Pérdula assistia toda aquela cena atônita, sem acreditar no que estava na frente dos seus olhos. Ela conhecia o segredo da força do Danilo, mas nunca tinha presenciado ele utilizar seus poderes.
O medo era grande demais. Os que ainda estavam de pé saíram em disparada. Beldério, por sua vez, ia recuando em passos trêmulos, quando tropeçou no pedaço do bastão que um dos seus amigos haviam usado ao atacar Danilo, caindo de costas! Ai que humilhação!
Quando Danilo deu um passo à frente, Beldério picou a mula e desapareceu.
Ao escutar a voz da Pérdula, o olhar de Danilo voltou ao normal — tranquilo, como se nada tivesse acontecido. O olhar que todo mundo está familiarizado. Ele se virou para Pérdula e perguntou:
(Danilo) — Você está bem? Me dá a mão.
Ele a ajudou a se levantar.
Vizinhos foram aparecendo de todos os lados. Os pais de Pérdula também vieram ver o que havia acontecido — e se depararam com Danilo com um leve corte na testa e Pérdula ainda se ajeitando.
Ficou claro para todos: ele poderia ter dado uma surra em cada um deles sem o menor esforço. Mas não fez isso. Não desferiu um único golpe.
Danilo havia defendido a própria honra e a de Pérdula sem machucar ninguém. Ele fez justiça, vingou Pérdula e humilhou os agressores sem levantar um dedo contra eles.
(Pérdula) — Eu nunca tinha te visto assim… Pensei que você ia quebrar a cara de todo mundo!
(Danilo) — Hi! Hi! Hi! Hi! Acho que eles não vão mexer com você de novo tão cedo.
Pérdula sorriu. E seus olhos brilharam — talvez mais do que o normal — ao perceber o que aquele rapaz havia feito por ela.
A Viagem para Europa
Enfim, o dia da viagem havia chegado.
Como seria essa nova jornada? Ele precisaria ficar focado, concentrado, longe de tudo e de todos por muito tempo. Mas será que o que ele sentia por Pérdula era algo passageiro? Ou a distância faria esses sentimentos ficarem ainda mais fortes?
Todas essas respostas virão nos próximos capítulos…
Até lá, amiguinhos — e que a velocidade esteja com você! 🏎️
História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com, Gemini e MyHub

No capítulo anterior, nosso herói foi ao litoral passear e descansar um pouco antes de sua viagem para a Europa, onde começaria sua temporada como piloto de Fórmula 1.
Por acaso, Pérdula também estava lá, e os dois acabaram se encontrando.
Esse reencontro deixou Danilo novamente com o coração partido — mas, felizmente, eles fizeram as pazes e tudo terminou bem.
Uma semana depois, de volta para casa, o jovem piloto estava pronto para viajar no dia seguinte.
Naquela tarde, Danilo e Pérdula caminhavam juntos pela última vez antes da grande viagem. Estavam perto da casa da garota quando, de repente, uma risada misteriosa e sinistra ecoou pelo ar…
— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!
Uma Batalha pela Honra
Eles se viraram. À medida que as figuras se aproximavam, dava para identificá-las com clareza: eram quatro rapazes com cara de poucos amigos.
Na frente vinha Beldério — sim, aquele Beldério, o vizinho que havia namorado Pérdula.
Tomado por um sentimento de rancor, ressentimento e ciúme ele estava pronto para agir e não estava sozinho. Atrás dele vinham mais três, com ar de valentão de esquina. Para piorar, um deles carregava uma enorme barra de ferro nas mãos.
O que será que eles querem?
(Beldério) — Que bonitinho! Um casal de pombinhos!
Os três parceiros explodiram em gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
(Beldério) — Vou te ensinar a nunca mais sair com a mina dos outros! Vem, cara! Vem pra briga, mostra que você é homem!
Óbviamente essa situação foi totalmente inesperada. Danilo ainda tentava assimilar a situação. Ele era meio lento para entender as coisas!
(Danilo) — O quê? Você quer… que eu lute contra vocês?
(Beldério) — Lutar? Como ele fala bonitinho! Como você é inteligente, né galera! É claro que quero lutar você seu idiota!
(Danilo) — Que bobagem. Não vou lutar contra vocês.
(Beldério) — Ahhhh… O “frutinha” tá com medinha?
Nova rodada de gargalhadas:
— Hahahahahaha…!
Danilo e Pérdula estavam paralisados. Foi ela quem tomou a iniciativa — deu um passo à frente, se aproximou de Beldério e disse:
(Pérdula) — Beldério, não é o que você está pensando…
(Beldério) — E você… cala a boca.
Num movimento brusco, Beldério desferiu uma forte bofetada no rosto de Pérdula. Ela caiu no chão, desacordada.
Danilo ficou em estado de choque. E então, lentamente, algo mudou nele.
A raiva foi crescendo — devagar, mas com uma intensidade que assustava. Seu olhar calmo e inocente de sempre se transformou em algo que ninguém havia visto antes: um olhar frio, furioso e vingativo.
Beldério e seus companheiros chegaram a rir da mudança. Mas Danilo rangeu os dentes e disse em voz baixa:
(Danilo) — Desgraçados…!
A Explosão da Fúria — A Transformação do Super Danilo
Beldério havia provocado Danilo até o limite. Mas jamais poderia imaginar o erro que estava prestes a cometer.
O que Beldério não sabia — o que ninguém ali sabia — era o que Danilo realmente era.
Anos atrás, durante seu treinamento com os guerreiros mais poderosos do Oriente, algo aconteceu no meio de uma luta.
Numa explosão de fúria pura, Danilo superou a si mesmo. Superou sua própria força. Superou até a força do homem mais forte que já existiu.
Seus cabelos cresceram, ficaram maiores, espichados, tomando uma forma que ninguém havia visto antes.
Ele mesmo deu nome àquela transformação: Super Danilo.
Com muito tempo e muito treinamento, ele aprendeu a controlar essa força — e a raiva que a acompanhava. Com o tempo, passou a conseguir realizar essa transformação quando quisesse, sem precisar estar com raiva. Apenas pela força da sua vontade.
Mas ele havia deixado tudo isso para trás. Esse capítulo estava encerrado. Ele era piloto agora.
Pelo menos era o que ele pensava.
Porque ali, naquele momento, com Pérdula caída e desacordada no asfalto por causa de um covarde, algo dentro dele começou a despertar.
Ele sabia o que estava acontecendo. Sabia o que viria a seguir se não se controlasse.
Se eu me deixar levar agora… esses caras correm sério risco de vida.
Danilo fechou os olhos por um segundo. Respirou fundo.
A luta começa!
Danilo estava contido mas a fúria estava estampada em seus olhos e Beldério percebeu isso, e disse:
(Beldério) — Oooh, o “frutinha” virou homem e resolveu brigar? Tá nervosinho, galera…!
Mais um vez gargalharam da situação:
— Hahahahahahahaha…!!!
Enquanto isso Pérdula recuperava a consciência lentamente e sussurrava em voz bem fraca:
— Be-Beldério… P-porque você isso!
Danilo se posicionou de frente para a gangue e disse em tom ameaçador disse:
(Danilo) — Vou dar exatamente 1 minuto para vocês desaparecerem da minha frente!
(Beldério) — Ai, que medo! Hahaha! Tá bem então…
E deu a ordem:
(Beldério) — ATACAAARRR!!!
Danilo começou sua contagem, segundo a segundo:
(Danilo) — 1… 2… 3…
O primeiro a atacar era um rapaz de pele escura, cabelo black power e barbicha — justamente o que segurava um bastão.
Ele correu em direção a Danilo, deu um salto e arremessou a barra com toda a força contra a cabeça do nosso herói.
No chão, Pérdula ainda recobrava os sentidos. Com voz fraca e trêmula, implorou:
(Pérdula) — Parem…parem com isso… por favor…
O golpe foi violento. O bastão rachou ao meio e os pedaços voaram metros adiante. Mas Danilo continuava de pé. Apenas um pequeno corte havia se aberto em sua testa.
A pancada foi muito forte e Beldério e sua gangue estavam confiantes e satisfeitos com este pavoroso e covarde ataque. Para eles a “luta” havia acabado alí.
Obviamente nem Beldério nem seus amigos sabiam com quem estavam mexendo. Não faziam a mínima ideia que Danilo tinha tantos poderes e tão resistente. Para eles o Danilo era apenas um nerd fracote qualquer.
Entretanto, num piscar de olhos, eles sentiram o verdadeiro horror!
Os quatro rapazes se entreolharam, sem acreditar no que estavam vendo. Beldério engoliu em seco.
Aquele olhar de superioridade que os 4 jovens demonstravam já não existiam mais. Eles talvez estivessem pensando: Como é que uma pessoa poderia se manter de pé com uma pancada tão forte como aquela na cabeça?
Todos eles paralisados de medo, sem saber o que fazer!
Nesse meio tempo, Danilo, impassível, continuava sua contagem exatamente como nada, absolutamente nada, tivesse acontecido:
(Danilo) — 10… 11… 12… 13…
Desesperado e tomado por pânico o rapaz exclamou:
(Rapaz do bastão) — Não pode ser!!! Não aconteceu nada?!
Enquanto isso, Pérdula, ainda impressionada, levantou-se devagar. Sua visão ainda estava turva, e ela ficou meio sentada no asfalto, observando a cena e pensando:
(Pérdula — pensamento) “Parece que vão levar isso até o fim… Beldério, bom, até que eu não me surpreenderia. Mas Danilo… está diferente. Esse olhar… eu nunca vi assim. Parece que está cheio de fúria. Alguém pode sair ferido. Não quero que isso aconteça!”
Beldério agora estava de medo, mas não podia demonstrar isso diante da própria gangue. Se fugisse, sua reputação ia por água abaixo. Se ficasse, corria o risco de passar vergonha na frente de todos. Um dilema e tanto.
(Danilo) — …19… 20… 21… 22…
Tomado de medo, Beldério estava quase recuando — mas o som do pedaço do bastão batendo no chão foi como um estalo. Sua arrogância voltou.
Sua arrogância e sua obstinação voltaram ele berrou para os seus amigos outros dois amigos:
(Beldério) — O que vocês estão fazendo aí parados?! Ataquem! Ataquem!
Os dois não se mexeram. Um deles pensou:
— Esse cara é muito estranho! Levou uma pancada na cabeça e não aconteceu nada! Mas se eu não fizer nada, Beldério me mata…
Tomando coragem, um dos assistentes se lançou contra Danilo:
— Agora você vai ter o que merece, miserável!!
Ele correu, saltou — e Danilo simplesmente deu um passo para o lado. O rapaz esborrachou o nariz no asfalto.
Ele se levantou, furioso:
— Ahhh, desgraçado!!
O outro assistente, que havia assistido à humilhação do parceiro, ficou ainda mais irritado e gritou:
— Vou te dar uma lição que você nunca vai esquecer, seu verme!!
Os dois partiram ao mesmo tempo contra Danilo, enquanto isso ignorando totalmente, ele continua a contar:
(Danilo) — …38… 39… 40…
No momento em que os dois estavam prontos para acertar o golpe, Danilo deu um salto enorme. Os dois se acertaram mutuamente e caíram nocauteados no chão, vendo estrelas.
Beldério agora estava sozinho. Dois dos seus estavam fora de combate. O terceiro já havia sumido discretamente.
(Danilo) — …50… 51… 52…
Beldério fechou os olhos, tomou fôlego e desferiu um soco com toda a força no rosto de Danilo.
Nada aconteceu.
Ele abriu os olhos. Seu próprio punho ainda estava encostado no rosto do adversário. E Danilo o encarava com uma calma desconcertante, então ele disse:
(Danilo) — Seu tempo acabou.
Beldério recuou um passo — mas teimou. Tentou mais alguns golpes. Danilo bloqueou todos com apenas uma mão. Na última tentativa, Danilo segurou o punho de Beldério com força total. Beldério puxou, forçou, torceu — mas não saiu do lugar.
(Danilo) — Agora é a minha vez.
O Contra-ataque de Danilo!
Danilo soltou o punho. Beldério deu um passo atrás.
(Beldério) — Tá bom, amigo… A gente vai embora.
Parecia que havia desistido. Parecia que ele tinha tomado a consciência que era uma luta perdida, mas ele deixou se levar novamente pelo orgulho e a obstinação e assim ele teve uma ideia, uma última carta na manga: o seu skate. O Skate para Beldério era o simbolo da sua força, do seu status entre seus amigos e entre os vizinhos. Para onde quer que fosse, levava seu skate.
Beldério fingiu recuar, pensando que Danilo baixaria a guarda, pegou o skate de supetão e o arremessou contra ele, dizendo:
(Beldério) — AGORA, SEU INSETO… TOMA ESSA!!!
Danilo bloqueou com o braço e o skate se despedaçou — fragmentos voando para todos os lados.
Danilo assumiu sua pose de luta e encarou o que restava da gangue. Dessa vez, sem dizer uma palavra. O recado estava dado.
Enquanto isso Pérdula assistia toda aquela cena atônita, sem acreditar no que estava na frente dos seus olhos. Ela conhecia o segredo da força do Danilo, mas nunca tinha presenciado ele utilizar seus poderes.
O medo era grande demais. Os que ainda estavam de pé saíram em disparada. Beldério, por sua vez, ia recuando em passos trêmulos, quando tropeçou no pedaço do bastão que um dos seus amigos haviam usado ao atacar Danilo, caindo de costas! Ai que humilhação!
Quando Danilo deu um passo à frente, Beldério picou a mula e desapareceu.
Tudo havia acabado. Ele fez justiça, vingou Pérdula e humilhou os agressores sem levantar um dedo contra eles.
Ao escutar a voz da Pérdula, o olhar de Danilo voltou ao normal — tranquilo, como se nada tivesse acontecido. O olhar que todo mundo está familiarizado. Ele se virou para Pérdula e perguntou:
(Danilo) — Você está bem? Me dá a mão.
Ele a ajudou a se levantar.
Vizinhos foram aparecendo de todos os lados. Os pais de Pérdula também vieram ver o que havia acontecido — e se depararam com Danilo com um leve corte na testa e Pérdula ainda se ajeitando.
Ficou claro para todos: ele poderia ter dado uma surra em cada um deles sem o menor esforço. Mas não fez isso. Não desferiu um único golpe.
Danilo havia defendido a própria honra e a de Pérdula sem machucar ninguém. Ele fez justiça, vingou Pérdula e humilhou os agressores sem levantar um dedo contra eles.(Pérdula) — Eu nunca tinha te visto assim… Pensei que você ia quebrar a cara de todo mundo!
(Danilo) — Hi! Hi! Hi! Hi! Acho que eles não vão mexer com você de novo tão cedo.
Pérdula sorriu. E seus olhos brilharam — talvez mais do que o normal — ao perceber o que aquele rapaz havia feito por ela.
A Viagem para Europa
Enfim, o dia da viagem havia chegado.
Como seria essa nova jornada? Ele precisaria ficar focado, concentrado, longe de tudo e de todos por muito tempo. Mas será que o que ele sentia por Pérdula era algo passageiro? Ou a distância faria esses sentimentos ficarem ainda mais fortes?
Todas essas respostas virão nos próximos capítulos…
Até lá, amiguinhos — e que a velocidade esteja com você! 🏎️
História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com, Gemini e MyHub