Pular para o conteúdo

3 – A Praia

capitulo 2 o fim de uma longa amizade

No capítulo 2, vimos os altos e baixos da amizade de Pérdula e Danilo. Neste divertido e emocionante capítulo 3, vamos ver como uma viagem à praia, na Praia Grande, Santos, São Paulo, poderia colocar tudo a perder — mais uma vez.

O Vôlei na Praia?

Alguns meses se passaram desde que Danilo e Pérdula fizeram as pazes.

O tempo voou e faltava pouco para Danilo arrumar as malas e embarcar para a Europa, onde iniciaria os trabalhos de pré-temporada de Fórmula 1 junto à equipe Ferrari, visto que na Europa é inverno e eles trabalham normalmente no mês de janeiro.

Era dia 31 de dezembro. Danilo, juntamente com seus pais, foi passear no litoral paulista — mais precisamente na Baixada Santista —, já que a noiva de seu irmão tinha um apartamento em Praia Grande.

O dia estava perfeito para a praia: céu azul, calor intenso e a brisa fresca do mar soprando ao redor.

Assim que chegaram, se vestiram e desceram para aproveitar o sol. Um tio de Danilo também estava com eles. (lembra do primeiro episódio que ele foi à casa do avô e lá morava dois tios? Um deles era 2 anos mais novo que Danilo, então eles eram como irmãos.)

Assim que chegaram não perderam tempo e foram se divertir naquele dia ensolarado e tão agradável!

Após terem dado uns bons mergulhos da refrecante água do mar, Danilo e o tio foram brincar com sua bola de vôlei, mas como o tio não tinha aqueeele preparo físico se cansou rapidinho, ele se cansou e preferiu voltar para a sombra do guarda-sol, onde os seus pais já estavam descansando.

Danilo ficou sozinho, se divertindo e jogando vôlei sozinho na areia.

Foi então que um grupo de cinco garotas, que passava por ali, se aproximaram e perguntaram:

— Ei, moço! Podemos jogar?

Diferente do “amigo” do Pica-Pau naquele clássico episódio do golfe, Danilo respondeu com simpatia:

(Danilo) — Mas é claro! Podem sim! Vamos jogar!

O jogo começou animado, com 2 timinhos com 3 para cada lado.

As meninas recuaram imediatamente, mas isso não foi suficiente para acalmar aqueles moleques — que claramente não eram gente de bem.

Os cinco cercaram Danilo. Ele apenas os observava com a expressão de quem não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo.

A intenção deles era clara: espancá-lo e dar uma “lição”.

Acontece que os caras estavam tão bêbados que, em vez de acertar Danilo, foram batendo uns nos outros. Graças a isso, nosso amigo saiu ileso — por enquanto.

Mesmo assim, a briga foi feia. Era soco pra lá, chute pra cá, um xingando o outro:

— Ah, é assim? Toma essa, seu burro! — Eu te pego, seu idiota!

Enquanto isso, Danilo apenas observava a cena, dizendo:

— Oxi?!

Os caras ficaram brigando entre si por quase um minuto inteiro — sem perceberem que Danilo nem estava mais ali.

De longe, as garotas assistiam à cena paralisadas, de boca aberta e muito assustadas, mas nada preparou elas pelo que estava por vir.

Assim que notaram que não fizeram nenhum deles conseguiu nem sequer acertar um golpe em Danilo, e que eles estavam todos machucados, o orgulho e maldade de um deles fez algo que ninguem imaginaria fazer em alguem desarmado!

Pelas costas, ele desferiu o golpe que deveria ser fatal. As meninas gritaram e fecharam os olhos.

Mas, ao tocar as costas de Danilo, a faca se partiu ao meio.

Silêncio.

A lâmina simplesmente quebrou — sem deixar um arranhão sequer no corpo dele!!

Todos ficaram olhando para aquilo com os olhos arregalados, sem conseguir processar o que acabara de acontecer.

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

 

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

(Danilo) — Oxi! … o que aconteceu com eles??

Pelo visto Danilo não percebeu  que aquele rapaz havia acabado de fazer e nem sentiu a espetada da lâmina em seu corpo.

Outra vez não!

Mais tarde, já perto do pôr do sol, Danilo caminhava sozinho pela areia quando viu algo que o deixou perplexo.

O sorriso desapareceu do rosto dele. A cada passo que dava, a decepção se espalhava pelos seus olhos. Ele não conseguia acreditar no que estava vendo — de novo.

Por uma enorme coincidência, Pérdula também estava na praia. E não estava sozinha. Caminhava de braços dados com um garoto que Danilo nunca tinha visto na vida.

Os dois se cruzaram na areia. Apenas se olharam. Nenhuma palavra.

Pérdula, envergonhada, abaixou a cabeça e seguiu em frente. Danilo, com o coração partido mais uma vez, fez o mesmo.

Pouco depois, nosso amigo parou. Ficou ali, diante do mar, contemplando o que para ele era uma das maiores maravilhas da criação: o pôr do sol à beira-mar.

Uns 15 minutos depois, foi então que uma moça se aproximou, parou ao lado dele e ficou olhando para o horizonte em silêncio. Ele percebeu a presença dela, mas não disse nada. Os dois ficaram assim por cerca de cinco minutos, lado a lado, sem trocar uma palavra — até que a voz dela finalmente quebrou o silêncio:

— Oi…

Era a voz dela. Era Pérdula. Ela ficara tão envergonhada que voltou atrás para procurá-lo. Mas Danilo a ignorou — continuou olhando para o horizonte, ouvindo apenas o som das ondas.

(Pérdula) — Eu sabia que te encontraria aqui…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você não muda mesmo, eu sabia que eu ia te encontrar vendo o pôr-do-sol…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você ficou chateado comigo de novo, né?

(Danilo) — …

(Pérdula) — Mas não fique assim… ele é só um amigo!

(Danilo) — …

(Pérdula) — Fala alguma coisa, pelo amor de Deus!

(Danilo) — Já te disse que pra mim tanto faz. Você faz o que quiser da sua vida.

(Pérdula) — Eu sei… esse rapaz é um amigo da escola…

(Danilo) — E eu com isso?

(Pérdula) — Eu vim com ele e mais uns amigos da escola…

(Danilo) — E seus pais sabem disso?

Ela ficou sem resposta. Suspirou e, cabisbaixa, continuou:

(Pérdula) — Na verdade… eu menti pra minha mãe. Não disse que ia pra praia. Minha mãe e meu pai nunca me deixariam vir assim, com amigos da escola…

(Danilo) — Sem comentários.

(Pérdula) — Mas eu fiquei muito decepcionada com ele… você não imagina o que ele fez…

(Pérdula) — Quando eu contei como é a minha família, ele caiu na risada. Caçoou da minha mãe na minha cara. Aquilo foi demais…

(Pérdula) — Você não sabe como eu me sinto arrependida. Graças a Deus você tava por aqui. Nunca mais eu faço isso. Não quero nem ver mais esse moleque! Por favor, Danilo… me desculpa.

Danilo finalmente se virou e olhou para ela. Ainda não estava disposto a perdoar — mas ela insistiu:

(Pérdula) — Por favor, Danilo… Me desculpa! Amigos?

Ela estendeu o dedinho mindinho — exatamente como tinham feito quando crianças, naquele primeiro dia em que se tornaram amigos.

Ele olhou para ela. Olhou para a mão dela. E, por fim, entrelaçou o seu dedinho mindinho com o dela.

A distância de uma mão

Assim, Pérdula decidiu por bem abandonar aqueles “amigos” da escola que a tinham levado até ali e ficar com Danilo.

Os pais de Danilo combinaram com os pais dela que a garota voltaria com eles para casa.

Como é tradição no Réveillon, a Prefeitura de Praia Grande promoveria um espetáculo de fogos de artifício à meia-noite. A noite estava quente e todos decidiram ficar na orla para assistir ao show.

Para Danilo, estar ali do ladinho de Pérdula era quase um sonho. O coração dele disparou — especialmente quando a mão dela roçou levemente na mão dele.

Que emoção. Quando a barulheira dos fogos terminou, ela quebrou o silêncio:

(Pérdula) — Danilo?

(Danilo) — Oi!

(Pérdula) — Posso te perguntar uma coisa?

(Danilo) — Claro! Pode falar.

(Pérdula) — Aquele menino ficou cochichando com o amigo dele dizendo que meu nome é ridículo. Ficaram rindo de mim. Você também acha meu nome feio?

(Danilo) — Hummm… É claro que não! Eu acho seu nome muito bonito!

(Pérdula) — Mas por que você riu quando a gente se conheceu?

(Danilo) — Ahh… porque eu era mó bestão!

(Pérdula) — Hehehehe!

(Danilo) — Hihihihi!

Mais uma vez, Danilo não revelou o que sentia. Será que deveria ter aproveitado aquele momento? Ele queria muito dizer. Mas preferiu ouvir a voz da razão em vez de ouvir a voz do coração. Será que ele poderia mesmo confiar em Pérdula com algo tão importante?

A Despedida!

De volta a São Paulo, uma semana depois, a data da viagem estava chegando. Danilo e Pérdula saíram para caminhar e conversar pela última vez antes do embarque — no dia seguinte, ele pegaria o voo para Maranello, sede da Ferrari, na Itália.

Quando já estavam perto da casa dela, o silêncio da rua foi cortado por uma risada misteriosa, maliciosa e sinistra que ecoou no ar:

— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!

Que risada sinistra é essa? Danilo e Pérdula estão em perigo? E a viagem — estaria também em risco? Por favor Danilo e Pérdula tomem cuidado!

Essas e outras perguntas serão respondidas no próximo capítulo! Portanto Continue lendo nossos trololós — e que a velocidade esteja com vocês!

História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com Sora, Gemini, Sora, Grok e MyHub

capitulo 2 o fim de uma longa amizade

No capítulo 2, vimos os altos e baixos da amizade de Pérdula e Danilo. Neste divertido e emocionante capítulo 3, vamos ver como uma viagem à praia, na Praia Grande, Santos, São Paulo, poderia colocar tudo a perder — mais uma vez.

O Vôlei na Praia?

Alguns meses se passaram desde que Danilo e Pérdula fizeram as pazes.

O tempo voou e faltava pouco para Danilo arrumar as malas e embarcar para a Europa, onde iniciaria os trabalhos de pré-temporada de Fórmula 1 junto à equipe Ferrari, visto que na Europa é inverno e eles trabalham normalmente no mês de janeiro.

Era dia 31 de dezembro. Danilo, juntamente com seus pais, foi passear no litoral paulista — mais precisamente na Baixada Santista —, já que a noiva de seu irmão tinha um apartamento em Praia Grande.

O dia estava perfeito para a praia: céu azul, calor intenso e a brisa fresca do mar soprando ao redor.

Assim que chegaram, se vestiram e desceram para aproveitar o sol. Um tio de Danilo também estava com eles. (lembra do primeiro episódio que ele foi à casa do avô e lá morava dois tios? Um deles era 2 anos mais novo que Danilo, então eles eram como irmãos.)

Assim que chegaram não perderam tempo e foram se divertir naquele dia ensolarado e tão agradável!

Após terem dado uns bons mergulhos da refrecante água do mar, Danilo e o tio foram brincar com sua bola de vôlei, mas como o tio não tinha aqueeele preparo físico se cansou rapidinho, ele se cansou e preferiu voltar para a sombra do guarda-sol, onde os seus pais já estavam descansando.

Danilo ficou sozinho, se divertindo e jogando vôlei sozinho na areia.

Foi então que um grupo de cinco garotas, que passava por ali, se aproximaram e perguntaram:

— Ei, moço! Podemos jogar?

Diferente do “amigo” do Pica-Pau naquele clássico episódio do golfe, Danilo respondeu com simpatia:

(Danilo) — Mas é claro! Podem sim! Vamos jogar!

O jogo começou animado, com 2 timinhos com 3 para cada lado.

As meninas recuaram imediatamente, mas isso não foi suficiente para acalmar aqueles moleques — que claramente não eram gente de bem.

Os cinco cercaram Danilo. Ele apenas os observava com a expressão de quem não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo.

A intenção deles era clara: espancá-lo e dar uma “lição”.

Acontece que os caras estavam tão bêbados que, em vez de acertar Danilo, foram batendo uns nos outros. Graças a isso, nosso amigo saiu ileso — por enquanto.

Mesmo assim, a briga foi feia. Era soco pra lá, chute pra cá, um xingando o outro:

— Ah, é assim? Toma essa, seu burro! — Eu te pego, seu idiota!

Enquanto isso, Danilo apenas observava a cena, dizendo:

— Oxi?!

Os caras ficaram brigando entre si por quase um minuto inteiro — sem perceberem que Danilo nem estava mais ali.

De longe, as garotas assistiam à cena paralisadas, de boca aberta e muito assustadas, mas nada preparou elas pelo que estava por vir.

Assim que notaram que não fizeram nenhum deles conseguiu nem sequer acertar um golpe em Danilo, e que eles estavam todos machucados, o orgulho e maldade de um deles fez algo que ninguem imaginaria fazer em alguem desarmado!

Pelas costas, ele desferiu o golpe que deveria ser fatal. As meninas gritaram e fecharam os olhos.

Mas, ao tocar as costas de Danilo, a faca se partiu ao meio.

Silêncio.

A lâmina simplesmente quebrou — sem deixar um arranhão sequer no corpo dele!!

Todos ficaram olhando para aquilo com os olhos arregalados, sem conseguir processar o que acabara de acontecer.

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

 

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

(Danilo) — Oxi! … o que aconteceu com eles??

Pelo visto Danilo não percebeu  que aquele rapaz havia acabado de fazer e nem sentiu a espetada da lâmina em seu corpo.

Outra vez não!

Mais tarde, já perto do pôr do sol, Danilo caminhava sozinho pela areia quando viu algo que o deixou perplexo.

O sorriso desapareceu do rosto dele. A cada passo que dava, a decepção se espalhava pelos seus olhos. Ele não conseguia acreditar no que estava vendo — de novo.

Por uma enorme coincidência, Pérdula também estava na praia. E não estava sozinha. Caminhava de braços dados com um garoto que Danilo nunca tinha visto na vida.

Os dois se cruzaram na areia. Apenas se olharam. Nenhuma palavra.

Pérdula, envergonhada, abaixou a cabeça e seguiu em frente. Danilo, com o coração partido mais uma vez, fez o mesmo.

Pouco depois, nosso amigo parou. Ficou ali, diante do mar, contemplando o que para ele era uma das maiores maravilhas da criação: o pôr do sol à beira-mar.

Uns 15 minutos depois, foi então que uma moça se aproximou, parou ao lado dele e ficou olhando para o horizonte em silêncio. Ele percebeu a presença dela, mas não disse nada. Os dois ficaram assim por cerca de cinco minutos, lado a lado, sem trocar uma palavra — até que a voz dela finalmente quebrou o silêncio:

— Oi…

Era a voz dela. Era Pérdula. Ela ficara tão envergonhada que voltou atrás para procurá-lo. Mas Danilo a ignorou — continuou olhando para o horizonte, ouvindo apenas o som das ondas.

(Pérdula) — Eu sabia que te encontraria aqui…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você não muda mesmo, eu sabia que eu ia te encontrar vendo o pôr-do-sol…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você ficou chateado comigo de novo, né?

(Danilo) — …

(Pérdula) — Mas não fique assim… ele é só um amigo!

(Danilo) — …

(Pérdula) — Fala alguma coisa, pelo amor de Deus!

(Danilo) — Já te disse que pra mim tanto faz. Você faz o que quiser da sua vida.

(Pérdula) — Eu sei… esse rapaz é um amigo da escola…

(Danilo) — E eu com isso?

(Pérdula) — Eu vim com ele e mais uns amigos da escola…

(Danilo) — E seus pais sabem disso?

Ela ficou sem resposta. Suspirou e, cabisbaixa, continuou:

(Pérdula) — Na verdade… eu menti pra minha mãe. Não disse que ia pra praia. Minha mãe e meu pai nunca me deixariam vir assim, com amigos da escola…

(Danilo) — Sem comentários.

(Pérdula) — Mas eu fiquei muito decepcionada com ele… você não imagina o que ele fez…

(Pérdula) — Quando eu contei como é a minha família, ele caiu na risada. Caçoou da minha mãe na minha cara. Aquilo foi demais…

(Pérdula) — Você não sabe como eu me sinto arrependida. Graças a Deus você tava por aqui. Nunca mais eu faço isso. Não quero nem ver mais esse moleque! Por favor, Danilo… me desculpa.

Danilo finalmente se virou e olhou para ela. Ainda não estava disposto a perdoar — mas ela insistiu:

(Pérdula) — Por favor, Danilo… Me desculpa! Amigos?

Ela estendeu o dedinho mindinho — exatamente como tinham feito quando crianças, naquele primeiro dia em que se tornaram amigos.

Ele olhou para ela. Olhou para a mão dela. E, por fim, entrelaçou o seu dedinho mindinho com o dela.

A distância de uma mão

Assim, Pérdula decidiu por bem abandonar aqueles “amigos” da escola que a tinham levado até ali e ficar com Danilo.

Os pais de Danilo combinaram com os pais dela que a garota voltaria com eles para casa.

Como é tradição no Réveillon, a Prefeitura de Praia Grande promoveria um espetáculo de fogos de artifício à meia-noite. A noite estava quente e todos decidiram ficar na orla para assistir ao show.

Para Danilo, estar ali do ladinho de Pérdula era quase um sonho. O coração dele disparou — especialmente quando a mão dela roçou levemente na mão dele.

Que emoção. Quando a barulheira dos fogos terminou, ela quebrou o silêncio:

(Pérdula) — Danilo?

(Danilo) — Oi!

(Pérdula) — Posso te perguntar uma coisa?

(Danilo) — Claro! Pode falar.

(Pérdula) — Aquele menino ficou cochichando com o amigo dele dizendo que meu nome é ridículo. Ficaram rindo de mim. Você também acha meu nome feio?

(Danilo) — Hummm… É claro que não! Eu acho seu nome muito bonito!

(Pérdula) — Mas por que você riu quando a gente se conheceu?

(Danilo) — Ahh… porque eu era mó bestão!

(Pérdula) — Hehehehe!

(Danilo) — Hihihihi!

Mais uma vez, Danilo não revelou o que sentia. Será que deveria ter aproveitado aquele momento? Ele queria muito dizer. Mas preferiu ouvir a voz da razão em vez de ouvir a voz do coração. Será que ele poderia mesmo confiar em Pérdula com algo tão importante?

A Despedida!

De volta a São Paulo, uma semana depois, a data da viagem estava chegando. Danilo e Pérdula saíram para caminhar e conversar pela última vez antes do embarque — no dia seguinte, ele pegaria o voo para Maranello, sede da Ferrari, na Itália.

Quando já estavam perto da casa dela, o silêncio da rua foi cortado por uma risada misteriosa, maliciosa e sinistra que ecoou no ar:

— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!

Que risada sinistra é essa? Danilo e Pérdula estão em perigo? E a viagem — estaria também em risco? Por favor Danilo e Pérdula tomem cuidado!

Essas e outras perguntas serão respondidas no próximo capítulo! Portanto Continue lendo nossos trololós — e que a velocidade esteja com vocês!

História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com Sora, Gemini, Sora, Grok e MyHub

capitulo 2 o fim de uma longa amizade

No capítulo 2, vimos os altos e baixos da amizade de Pérdula e Danilo. Neste divertido e emocionante capítulo 3, vamos ver como uma viagem à praia, na Praia Grande, Santos, São Paulo, poderia colocar tudo a perder — mais uma vez.

O Vôlei na Praia?

Alguns meses se passaram desde que Danilo e Pérdula fizeram as pazes.

O tempo voou e faltava pouco para Danilo arrumar as malas e embarcar para a Europa, onde iniciaria os trabalhos de pré-temporada de Fórmula 1 junto à equipe Ferrari, visto que na Europa é inverno e eles trabalham normalmente no mês de janeiro.

Era dia 31 de dezembro. Danilo, juntamente com seus pais, foi passear no litoral paulista — mais precisamente na Baixada Santista —, já que a noiva de seu irmão tinha um apartamento em Praia Grande.

O dia estava perfeito para a praia: céu azul, calor intenso e a brisa fresca do mar soprando ao redor.

Assim que chegaram, se vestiram e desceram para aproveitar o sol. Um tio de Danilo também estava com eles. (lembra do primeiro episódio que ele foi à casa do avô e lá morava dois tios? Um deles era 2 anos mais novo que Danilo, então eles eram como irmãos.)

Assim que chegaram não perderam tempo e foram se divertir naquele dia ensolarado e tão agradável!

Após terem dado uns bons mergulhos da refrecante água do mar, Danilo e o tio foram brincar com sua bola de vôlei, mas como o tio não tinha aqueeele preparo físico se cansou rapidinho, ele se cansou e preferiu voltar para a sombra do guarda-sol, onde os seus pais já estavam descansando.

Danilo ficou sozinho, se divertindo e jogando vôlei sozinho na areia.

Foi então que um grupo de cinco garotas, que passava por ali, se aproximaram e perguntaram:

— Ei, moço! Podemos jogar?

Diferente do “amigo” do Pica-Pau naquele clássico episódio do golfe, Danilo respondeu com simpatia:

(Danilo) — Mas é claro! Podem sim! Vamos jogar!

O jogo começou animado, com 2 timinhos com 3 para cada lado.

As meninas recuaram imediatamente, mas isso não foi suficiente para acalmar aqueles moleques — que claramente não eram gente de bem.

Os cinco cercaram Danilo. Ele apenas os observava com a expressão de quem não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo.

A intenção deles era clara: espancá-lo e dar uma “lição”.

Acontece que os caras estavam tão bêbados que, em vez de acertar Danilo, foram batendo uns nos outros. Graças a isso, nosso amigo saiu ileso — por enquanto.

Mesmo assim, a briga foi feia. Era soco pra lá, chute pra cá, um xingando o outro:

— Ah, é assim? Toma essa, seu burro! — Eu te pego, seu idiota!

Enquanto isso, Danilo apenas observava a cena, dizendo:

— Oxi?!

Os caras ficaram brigando entre si por quase um minuto inteiro — sem perceberem que Danilo nem estava mais ali.

De longe, as garotas assistiam à cena paralisadas, de boca aberta e muito assustadas, mas nada preparou elas pelo que estava por vir.

Assim que notaram que não fizeram nenhum deles conseguiu nem sequer acertar um golpe em Danilo, e que eles estavam todos machucados, o orgulho e maldade de um deles fez algo que ninguem imaginaria fazer em alguem desarmado!

Pelas costas, ele desferiu o golpe que deveria ser fatal. As meninas gritaram e fecharam os olhos.

Mas, ao tocar as costas de Danilo, a faca se partiu ao meio.

Silêncio.

A lâmina simplesmente quebrou — sem deixar um arranhão sequer no corpo dele!!

Todos ficaram olhando para aquilo com os olhos arregalados, sem conseguir processar o que acabara de acontecer.

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

 

Sem precisar de mais nenhuma explicação, cada rapaz pegou o braço de sua respectiva namorada e vazou dali antes que alguém descobrisse alguma coisa.

(Danilo) — Oxi! … o que aconteceu com eles??

Pelo visto Danilo não percebeu  que aquele rapaz havia acabado de fazer e nem sentiu a espetada da lâmina em seu corpo.

Outra vez não!

Mais tarde, já perto do pôr do sol, Danilo caminhava sozinho pela areia quando viu algo que o deixou perplexo.

O sorriso desapareceu do rosto dele. A cada passo que dava, a decepção se espalhava pelos seus olhos. Ele não conseguia acreditar no que estava vendo — de novo.

Por uma enorme coincidência, Pérdula também estava na praia. E não estava sozinha. Caminhava de braços dados com um garoto que Danilo nunca tinha visto na vida.

Os dois se cruzaram na areia. Apenas se olharam. Nenhuma palavra.

Pérdula, envergonhada, abaixou a cabeça e seguiu em frente. Danilo, com o coração partido mais uma vez, fez o mesmo.

Pouco depois, nosso amigo parou. Ficou ali, diante do mar, contemplando o que para ele era uma das maiores maravilhas da criação: o pôr do sol à beira-mar.

Uns 15 minutos depois, foi então que uma moça se aproximou, parou ao lado dele e ficou olhando para o horizonte em silêncio. Ele percebeu a presença dela, mas não disse nada. Os dois ficaram assim por cerca de cinco minutos, lado a lado, sem trocar uma palavra — até que a voz dela finalmente quebrou o silêncio:

— Oi…

Era a voz dela. Era Pérdula. Ela ficara tão envergonhada que voltou atrás para procurá-lo. Mas Danilo a ignorou — continuou olhando para o horizonte, ouvindo apenas o som das ondas.

(Pérdula) — Eu sabia que te encontraria aqui…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você não muda mesmo, eu sabia que eu ia te encontrar vendo o pôr-do-sol…

(Danilo) — …

(Pérdula) — Você ficou chateado comigo de novo, né?

(Danilo) — …

(Pérdula) — Mas não fique assim… ele é só um amigo!

(Danilo) — …

(Pérdula) — Fala alguma coisa, pelo amor de Deus!

(Danilo) — Já te disse que pra mim tanto faz. Você faz o que quiser da sua vida.

(Pérdula) — Eu sei… esse rapaz é um amigo da escola…

(Danilo) — E eu com isso?

(Pérdula) — Eu vim com ele e mais uns amigos da escola…

(Danilo) — E seus pais sabem disso?

Ela ficou sem resposta. Suspirou e, cabisbaixa, continuou:

(Pérdula) — Na verdade… eu menti pra minha mãe. Não disse que ia pra praia. Minha mãe e meu pai nunca me deixariam vir assim, com amigos da escola…

(Danilo) — Sem comentários.

(Pérdula) — Mas eu fiquei muito decepcionada com ele… você não imagina o que ele fez…

(Pérdula) — Quando eu contei como é a minha família, ele caiu na risada. Caçoou da minha mãe na minha cara. Aquilo foi demais…

(Pérdula) — Você não sabe como eu me sinto arrependida. Graças a Deus você tava por aqui. Nunca mais eu faço isso. Não quero nem ver mais esse moleque! Por favor, Danilo… me desculpa.

Danilo finalmente se virou e olhou para ela. Ainda não estava disposto a perdoar — mas ela insistiu:

(Pérdula) — Por favor, Danilo… Me desculpa! Amigos?

Ela estendeu o dedinho mindinho — exatamente como tinham feito quando crianças, naquele primeiro dia em que se tornaram amigos.

Ele olhou para ela. Olhou para a mão dela. E, por fim, entrelaçou o seu dedinho mindinho com o dela.

A distância de uma mão

Assim, Pérdula decidiu por bem abandonar aqueles “amigos” da escola que a tinham levado até ali e ficar com Danilo.

Os pais de Danilo combinaram com os pais dela que a garota voltaria com eles para casa.

Como é tradição no Réveillon, a Prefeitura de Praia Grande promoveria um espetáculo de fogos de artifício à meia-noite. A noite estava quente e todos decidiram ficar na orla para assistir ao show.

Para Danilo, estar ali do ladinho de Pérdula era quase um sonho. O coração dele disparou — especialmente quando a mão dela roçou levemente na mão dele.

Que emoção. Quando a barulheira dos fogos terminou, ela quebrou o silêncio:

(Pérdula) — Danilo?

(Danilo) — Oi!

(Pérdula) — Posso te perguntar uma coisa?

(Danilo) — Claro! Pode falar.

(Pérdula) — Aquele menino ficou cochichando com o amigo dele dizendo que meu nome é ridículo. Ficaram rindo de mim. Você também acha meu nome feio?

(Danilo) — Hummm… É claro que não! Eu acho seu nome muito bonito!

(Pérdula) — Mas por que você riu quando a gente se conheceu?

(Danilo) — Ahh… porque eu era mó bestão!

(Pérdula) — Hehehehe!

(Danilo) — Hihihihi!

Mais uma vez, Danilo não revelou o que sentia. Será que deveria ter aproveitado aquele momento? Ele queria muito dizer. Mas preferiu ouvir a voz da razão em vez de ouvir a voz do coração. Será que ele poderia mesmo confiar em Pérdula com algo tão importante?

A Despedida!

De volta a São Paulo, uma semana depois, a data da viagem estava chegando. Danilo e Pérdula saíram para caminhar e conversar pela última vez antes do embarque — no dia seguinte, ele pegaria o voo para Maranello, sede da Ferrari, na Itália.

Quando já estavam perto da casa dela, o silêncio da rua foi cortado por uma risada misteriosa, maliciosa e sinistra que ecoou no ar:

— HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!

Que risada sinistra é essa? Danilo e Pérdula estão em perigo? E a viagem — estaria também em risco? Por favor Danilo e Pérdula tomem cuidado!

Essas e outras perguntas serão respondidas no próximo capítulo! Portanto Continue lendo nossos trololós — e que a velocidade esteja com vocês!

História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com Sora, Gemini, Sora, Grok e MyHub

Please enable JavaScript to view the comments powered by Disqus.
Sair da versão mobile
VLibras - Ação de inclusão GOV.BR - VLibras - Obrigado!