No capítulo 1, PÉRDULA: A AMIGA DE DANILO contaremos em detalhes como que Danilo e Pérdula se conheceram e como isso mexeria para sempre na vida do rapaz.
Essa é a história de Danilo Cardoso. Um garoto de São Paulo, com um sonho improvável: se tornar piloto de Fórmula 1. Parece improvável?
Talvez. Mas essa história tem um pouco de tudo: infância, amizades, tombos (muitos tombos!), e até um soco no olho. Então prepara o coração e o riso: começa agora e junte-se a nós nessa incrível jornada!
Esta é uma obra de ficção fantástica. Os vários personagens que permeiam constantemente a trama, embora inseridos no contexto do livro, são tratados de forma ficcional numa mescla de fantasia e realidade.
Quem é o Danilo?
Um belo dia de sábado, céu azul, sol tímido filtrando pelas nuvens… Danilo, um jovem de 17 anos, observava da janela de seu quarto a paisagem ao redor.
Os telhados simples das casas mal acabadas se espalhavam pelo bairro, com lajes nuas e antenas tortas apontando para o céu. O reservatório azul da creche se destacava entre os telhados, imponente como um farol em meio à quebrada.
Mais ao fundo, cortando o horizonte, passava a movimentada Avenida Jacú do Pérsego — larga, barulhenta e viva como sempre.
Danilo (Cardoso), morava num bairro pobre de São Paulo.
Obviamente sua família não tinha muitos meios, mas ele conseguiu conquistar na vida algo que muitos garotos gostariam de alcançar. Mas isso contarei mais tarde.
Naquele instante, bastou um olhar para o horizonte… e Danilo foi arrastado de volta no tempo. Doze anos atrás. O dia em que conheci Pérdula.
A Pequena Pérdula: A Amiga de Danilo
(Lembranças)
“Eu me lembro daquele dia, eu tinha 6 anos e ela tinha quase 5 anos.”
“Eu estava envergonhado quando vi aquela menina pela primeira vez. Mas ela estava mais ainda….”
(Mãe da menina) — Mas Que menina tímida é essa? Fala ‘OI’ para o menino!….
“Mas ela não dizia nada, só ficava olhando para baixo, ‘com a cara fechada’” …
“— HAHAHAHA!…”
“Nossos pais caíram na risada…, mas como tínhamos acabado de chegar de viagem eles nos convidaram para entrar em sua casa. Eles entraram, mas nós, ela, meu irmão mais velho e eu, ficamos ali entre a calçada e a garagem da casa dela…”.
“Em seguida, a timidez foi passando e eu resolvi perguntar o nome dela….”
(Danilo) – “Ei menina, eu me chamo Danilo, qual é o seu nome?”.
“Com muita timidez ela finalmente respondeu:”.
(Menina) — “Me chamo Pérdula!”.
(Danilo) — “Och!…… Pérdula?….”.
“Eu olhei para a cara do meu irmão e eu não aguentei de rir…”.
(Danilo) — “Ahahahahahahahha Pérdula… hahahahha que nome mais gozado hahahhaha”.
“Ela na inocência de uma criança me respondeu de volta:”
(Pérdula) — “Seu bobo!” ….
“Eu respondi:”
(Danilo) — “Boba é você… Sua boba!….”.
“Ela começou a chorar, ficou brava comigo e me mostrou a língua” …
“Foi a nossa primeira discussão. Eu não imaginava que essa seria a primeira de muitas…”.
“Depois que xinguei ela de volta, ela realmente ficou muito brava. Por essa nem meu irmão e nem eu esperava….”:
(Pérdula) — “RRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!! SEU IDIOOOTAAAAAAA!!!!!!!”
(Danilo) — ÓÓÓXÍÍÍÍÍÍÍÍ!
(Nota do autor: Isso é só um momento cômico no estilo anime ou “alívio cômico” — quando o personagem toma uma porrada, faz cara de bobo e na próxima cena tá tudo bem. Não tente isso em casa!)
“Ela me meu deu um soco tão forte no olho que fez eu voar para trás!…”
“Logo em seguida, meu irmão interveio na situação e apaziguou as coisas. Ele me mostrou que eu estava errado e eu entendi a disciplina.”
“Algum tempo depois, quando estávamos novamente na casa dela, não nos falávamos, mas aos poucos fomos conversando e lentamente passamos a ser amigos….”
“Por incrível que pareça, tínhamos muito em comum e aquela terrível inimizade inicial passou a ser uma bela de uma amizade…”
“Daí estendi meu dedo mindinho e, em um gesto de amizade e disse a ela:”…
(Danilo) — “Vamos ser amigos?”.
“Ela ficou um tanto paralisada, olhando para mim, olhando para minha mão. Mas quando eu sorri para ela, ela entrelaçou seu dedinho com o meu dedinho e fizemos uma espécie de juramento, dizendo:”
(Danilo) — “Seremos sempre amigos, sempre iremos falar a verdade um para o outro!…”.
“Com um lindo sorriso no rosto ela me respondeu…”.
(Pérdula) — “Tá!”.
“Depois disso, se passaram tantos anos… ahhh ela está tão bonita… a voz dela é tão suave… Ela é minha única amiga. Acho que ela é a única pessoa com que mais consigo me dar bem…”.
“Eu acho que eu gosto dela, seriamos um ótimo casal. Mas ainda somos muito novos… Acho melhor esperar mais um pouco para dizer o que eu sinto por ela…”.
“Será que ela já percebeu alguma coisa? Talvez ela sinta algo por mim também, eu pareço ser o único amigo dela…”
“De qualquer forma, eu vou esperar. Se ela perceber e me falar alguma coisa, eu digo o que eu sinto, mas se ela não disser nada eu vou esperar. Inclusive eu preciso primeiro ganhar muito dinheiro para poder cuidar dela…”.
(Fim da lembrança e da reflexão).
Mais tarde Danilo sai de casa para avisar a todos os amigos, muito feliz, pois havia recebido uma mensagem, de Maranello, Itália, (sede da Ferrari) que estava aprovado como piloto na Equipe Ferrari de Fórmula 1 e que já iria correr já na próxima temporada.
A Novidade de Danilo
Alguns anos antes, ele havia conquistado uma bolsa e conseguiu ingressar no Programa de Jovens Pilotos da Ferrari.
Sim… Danilo não era apenas mais um nome.
Ele era um jovem e promissor piloto de corridas, com um talento simplesmente absurdo.
Desde o kart até as categorias de base, seu desempenho chamava atenção. Era impossível ignorar.
Na Fórmula 2 — que na época ainda se chamava GP2 — ele fez uma temporada impressionante.
Tão impressionante que os patrocinadores da Ferrari começaram a considerar uma mudança ousada.
A ideia era substituir o piloto brasileiro Rubens Barrichello por outro brasileiro na temporada de 2004…
para correr ao lado do seis vezes campeão mundial, Michael Schumacher.
Entre todos os jovens brasileiros do programa, Danilo era o mais preparado.
Havia, sim, outro piloto à frente na disputa — alguém que já estava há mais tempo na Fórmula 1 e vinha apresentando bons resultados.
Porém, questões contratuais e a pontuação na Super Licença impediram sua entrada na Ferrari naquele momento.
E foi assim que Danilo Cardoso — como já era conhecido na Europa — acabou sendo o escolhido.
Quando a notícia chegou… Ele não pensou duas vezes.
Saiu, completamente empolgado, para contar a todos aquela conquista que mudaria sua vida.
Nem Todo Herói Tem um Dia Fácil
Antes de tudo, é importante entender uma coisa: apesar da paixão pelas corridas, Danilo nunca foi um garoto comum.
Desde muito jovem, havia algo diferente nele… algo especial.
À medida que crescia, sua força se tornava cada vez mais evidente — muito além do que qualquer ser humano poderia alcançar.
Por um tempo, ainda na juventude, ele usou esse poder em silêncio.
Protegia os mais fracos, enfrentava injustiças e lutava contra aquilo que causava dor e sofrimento às pessoas.
Como um verdadeiro herói… mas sem nome, sem reconhecimento.
Na verdade, ele fazia questão de permanecer assim. Nunca buscou prestígio. Nunca quis ser glorificado.
Mas, com o passar do tempo, algo mudou dentro dele. Danilo começou a perceber que não era sua obrigação salvar o mundo inteiro.
Ainda assim… jamais deixou de proteger aqueles que amava.
E foi justamente nesse período… que tudo começou a acontecer.
Quando chegou na casa de seu avô que morava em um bairro chamado Jardim Popular em São Paulo, por coincidência, lá também estava uma amiga de seus tios e que por extensão era amiga dele também. Quando Danilo a viu e disse-lhe:
(Danilo) — Você está diferente!
Meio que envergonhada ela respondeu:
(A menina) — Ai, você notou? Fiquei mais bonita né?
Inocentemente ele respondeu:
(Danilo) — Não, é isso! É que parece que seu cabelo ficou com cor de beterraba!
— RRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!! Ora seu….!!!!!!!!
— ÓÓÓÓXÍÍÍÍÍ!!! — Danilo cai no chão só vendo estrelas! “ÓXI-i-i-i-i!”
Horas depois, inclusive depois de tudo resolvido, ele caminhava seguindo para o ponto de ônibus para voltar para casa.
Mas como sempre, enquanto ele caminhava, ele começou a se imaginar finalmente realizando o seu “sonho” de criança, que era estar na Fórmula 1 e vencendo corridas.
Ele continuava caminhando e “sonhando acordado” na calçada mesmo, ele era bem precavido! Enfim… há poucos metros na calçada em que ele caminhava havia um vizinho que estava fazendo manutenção na garagem e o portão era de chapa de ferro, bem pesado.
Como um bom vizinho, ele deixou o portão aberto, mas o problema é que o portão abria para fora, ou seja, ele obstruia totalmente a passagem! E sem se dar conta, ele estava indo em direção ao portão completamente alheio ao perigo.
Quando ele finalmente percebeu já era tarde demais! No susto ele acabou tropicando batendo o nariz com toda força naquele portão!
Assim, ele continuou caminhando distraído até bater o nariz naquele enorme portão. Pensa na dor? Ele ficou meio zonzo, mas continuou seguindo viagem.
Alguns metros depois, finalmente ele chegava perto da avenida para “tomar” o ônibus para casa.
Mas no caminho até chegar ao ponto de ônibus, tinha um velho campinho de futebol. E neste momento estava acontecendo um jogo.
Nesse campinho não tinha alambrados e nem nada. Ele tinha uma pequena arquibancada e logo em seguida, mais para cima, era a calçada e a rua.
Danilo nem se deu conta que havia um jogo ali. Mas de qualquer forma, era natural as pessoas passarem por aquela calçada com jogo ou sem jogo.
No momento ele passava por detrás do campinho ele só escutou: . “Ooo Tio….Cuidado!!!”. Ele nem sabia o que era quando de repente… (AUUUUUUUUUCHI!!!!) a bola acertou em cheio a cabeça dele!
— ÓXÍ-i-i-i-i!!
O pobre menino em questão de poucas horas tomou 3 cacetadas!!! Mas obviamente tudo ficou de boa!
De qualquer forma, tudo deu certo. Danilo voltou para casa e mal via a hora de ir até a casa de Pérdula para contar a grande novidade.
Pois bem, poucas horas depois, Danilo já estava em casa. De lá, ele sairia para “descer” até a casa de Pérdula, sua amiga de infância.
A casa dela ficava a cerca de 600 metros. Como o caminho era uma descida, ele sempre dizia:
— Vou descer para a casa da Pérdula.
Já haviam se passado 12 anos desde que Danilo e Pérdula se conheceram. Aquela amizade de infância, pura e inocente, havia crescido dentro do coração de Danilo e se transformado em algo maior.
Por mais simpático e amigável que fosse, Danilo era uma pessoa solitária. Pérdula era a única garota com quem ele realmente tinha uma conexão.
Ele a amava… mas nunca teve coragem de dizer. Acreditava que precisava esperar o momento certo. A idade certa. A hora perfeita para entregar seu coração. Naquela época ele estava para fazer 18 anos e ela estava para fazer 16… enfim…
Enquanto descia, ele estava tão empolgado, entusiasmado e feliz ele pensou em voz alta, dizendo:
— Agora só falta falar para a Pérdula!
Uma Grande Surpresa!
Mas, ao se aproximar da casa… Ele viu algo… Algo que o deixou completamente chocado, atônito, paralisado.
O que Danilo viu? Por que, em questão de segundos, toda sua alegria desapareceu?
Continue lendo e descubra no Capítulo 2 de A História do Super Danilo
ou A Jornada de um Piloto – A Era dos Super Pilotos Z!
E que a velocidade esteja com você!
História original e texto: Danilo Cardoso dos Santos (2002–2026)
Arte e Desenho: Danilo Cardoso
Imagens aprimoradas com Sora, Gemini, Grok e MyHub